Histórico:

- 07/05/2006 a 13/05/2006
- 05/03/2006 a 11/03/2006
- 26/02/2006 a 04/03/2006
- 02/10/2005 a 08/10/2005
- 18/09/2005 a 24/09/2005
- 14/08/2005 a 20/08/2005
- 24/07/2005 a 30/07/2005
- 17/07/2005 a 23/07/2005
- 10/07/2005 a 16/07/2005
- 12/06/2005 a 18/06/2005
- 05/06/2005 a 11/06/2005
- 29/05/2005 a 04/06/2005
- 22/05/2005 a 28/05/2005
- 15/05/2005 a 21/05/2005
- 08/05/2005 a 14/05/2005



Outros sites:

- Aline
- site oficial EVANESCENCE
- Dessa_Cobain
- Liana
- Meu outro blog
- vaga lume
- Hotmail
- nirvana brasil
- linkin Park_ Brasil
- Anjos Negros
- Damas de Preto
- Angel Trice
- Community of Nightmare
- metal-goth
- site da MAue
- Noturna
- darkness
- Black_Tomb_Layouts
- Morgana 13 luas
- Century_gothic
- girlescot
- DRIVE
- drive blog's
- nirvana
- Livros legais
- Raça Mastiff
- dog's (q bunitinhussssss)
- videos do Ramones!!!
- site oficial do Ramones!!
- site oficial do Angra
- site oficial do Marilyn Manson/
- My Chemical Romance




!--INICIO DA AREA DE OUTROS-->
Epica - Façade of Reality

-->_†calendário†_




-->_†email†_
Votação:

- Dê uma nota para meu blog

Indique esse Blog


Contador:

Template By
Imaginary Templates



HEAVIER THAN HEAVEN - MAIS PESADO QUE O CÉU - Charles R. Cross

A cinza que não se apagou
Biografia de Kurt Cobain relembra a trajetória acidentada do último grande nome do rock

Se Kurt Cobain não tivesse o habito de transcrever seus fluxos de consciência em anotações nos seus diários, talvez nenhum de seus milhões de fãs e seguidores pudesse ter uma noção aproximada do que se passava em sua mente ao mesmo tempo caótica e brilhante. Talvez nem mesmo sua família, ou os amigos mais íntimos ou a esposa Courtney Love.

E para chegar a esse resultado em Mais Pesado Que O Céu (Heavier Than Heaven), Charles R. Cross fez mais de quatrocentas entrevistas, teve acesso a notas pessoais de Kurt e impressões dele próprio, além de usar a experiência de jornalista musical, que vivenciou toda a "cena" surgida no noroeste americano, do tosco Melvins ao pré-fabricado Pearl Jam. Com a densidade dramática e o alto nível de informações privilegiadas, não é demais dizer que Mais Pesado Que O Céu configura quase um Mate-me Por Favor do rock independente americano que estava sendo feito entre o final da década de 80 e começo de 90.

Mesmo sem a mínima intenção de mapear bandas ou estrelas do rock a não ser o Nirvana e seu líder Kurt, Cross acaba indiretamente explicando muita coisa (en passant, mas com alguma profundidade) para quem acompanhou a história de longe. Da turnê européia com o Tad, que batizou o livro, ao início do movimento "riot grrrl" (que incentivou meninas mundo afora a pegarem guitarras e fazerem muito barulho), a importância de ícones locais (os seguidores "calvinistas" do Beat Happening e dos Melvins) e o menosprezo a ídolos mundiais (como a escrotidão-em-pessoa Axl Rose posando de moralista em relação ao consumo de drogas de Kurt e Courtney).

Entre as inúmeras revelações que Cross faz nas 418 páginas do livro, uma das mais marcantes é a incapacidade nata de Kurt em lidar com seus conflitos. Este problema foi acentuado na infância pelo "divórcio homérico", definição dele mesmo para a separação dos pais Don e Wendy, e as constantes mudanças de casa - chegou a morar com tios, amigos, carros, pernoitava em salas de espera de hospitais e até mesmo debaixo de uma ponte.

De uma forma ou outra, o relato de Cross nos leva a crer que foi a partir dessa incapacidade que Kurt acabou seguindo seu calvário. Foi por essa extrema dificuldade de lidar com os "fantasmas" que ele ficou anos sem falar com seu pai, por exemplo. Alguns dos trechos mais impressionantes de Mais Pesado Que o Céu são as diversas cartas escritas por Kurt - e jamais enviadas - a seu pai, ao líder dos Vaselines, Eugene Kelly (a quem convida para excursionar junto e "quiemar bandeiras americanas"), à ex-namorada Toby Veil e para revista Rolling Stone (por deboche, claro).

Apenas uma entre todas estas anotações acabaram chegando às mãos do destinatário, e não por acaso: a carta-suicídio para Courtney Love, na qual ele bradou pela última vez: "O fato é que eu não posso enganar vocês, nenhum de vocês. (...) Tenho uma esposa que é uma deusa (...) e uma filha que me lembra demais como eu costumava ser, cheia de amor e alegria. Não posso suportar a idéia de Frances se tornando o triste, o autodestrutivo e mórbido roqueiro que me tornei." E assim, citando uma canção de Neil Young na última frase da carta, Kurt se despediu do mundo.

Ao passo em que ele não teve tempo para escrever um disco que exorcisasse seu passado nebuloso com a família (algo como fez John Lennon em seu primeiro disco solo pós-Beatles), ele soltava seu lamento aos poucos, em canções isoladas nos discos e sobras de estúdio do Nirvana. E tudo o mais que "poderia ter sido" - planos futuros, músicas inéditas - agora é história, registrada num livro que homenageia e nos mostra a dimensão da dúbia, esquizofrênica e genial personalidade do último grande vulto do rock, Kurt Donald Cobain, o sujeito que preferiu queimar do que se apagar aos poucos.(

(Fabrício Rodrigues )



- Postado por: pr!nc&$!n#@_met@l!c@ às 16h06
[ ] [ envie esta mensagem ]

___________________________________________________